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MATÉRIAS

20/12/2009 - 17:21
ÁFRICA
Uma Africa do Sul não tão unida

 

DiDia 16 de Dezembro é uma data histórica para os sul africanos. Para os africâneres, os descendentes brancos dos pioneiros britânicos, a data marca o pacto feito com Deus em 1835 juntamente com a morte de 3 mil negros zulus. Para os negros, a data marca o começo da luta armada contra o regime racista do apartheid pelo Congresso Nacional Africano(CNA) EM 1961.
Quinze anos depois do desmantelamento do regime racista sul africano, a África do Sul ainda segue altamente dividida. Recente pesquisa de opinião mostra que metade da população do país não acredita que o relacionamento entre negros e brancos melhorou. Muitos até acreditam que a relação esta pior. No seu discurso inaugural de posse, o ex presidente Nelson Mandela fez um pacto consigo mesmo mencionando uma "nação de arco-íris em paz consigo mesma e com o mundo".
Os negros neste começo do século XXI andam lado a lado com os brancos nos Shopping Centers, tem cargos importantes no governo e fazem parte das diretorias de grandes empresas no país. Entretanto, apesar destes enormes avanços, a realidade para a vasta maioria dos negros e bem triste. Enquanto o desemprego entre os negros esta em 29%, para seus pares brancos esta somente na casa dos 5%.
O recente estudou mostrou que 1 em cada 4 sul africano não fala com uma pessoa diferente de sua etnia. Na cobertura a integração e ampla, entretanto, nas camadas mais populares raríssimos sao os contactos. Segundo a diretora executiva do estudo, a senhora Fanie du Toit entre 40 e 50 por cento dos negros vivem em favelas ou no campo com poucas ou nenhuma chance de contacto com um cidadão branco.
No ultimo dia 16 de Dezembro, milhares de cidadãos brancos se reuniram no monumento Voortrekker localizado em Pretoria para prestar homenagem a seus ancestrais que "colonizaram" a Africa do Sul. Os poucos negros no local eram os serviçais que estavam ali para limpar o lugar. Elias Selema, uma dos trabalhadores disse que não tinha a menor idéia sobre o feriado dos africâneres.
"Este e o meu dia de Ação de Graças" disse Calie Van Merwe, uma senhora de 89 anos . "Hoje e um dia feliz, mas sinto tristeza sobe o futuro. O país esta mudando muito".
Há varias versões sobre a verdadeira historia dos colonizadores. Não ha duvida de que o registro e tendencioso, para dizer o mínimo em favor dos africâneres. Segundo a opinião do historiador Leonard Thompson, a mitologia sobre o passado tinha a missão de justificar a opressão do apartheid como uma vontade de Deus.
"Nós acreditamos que foi vontade de Deus ter os cristãos na liderança deste país", disse o senhor Lukas de Kock, um dos lideres na celebração. "Naquela data do voto, Deus fez uma declaração dizendo aquela era sua vontade pra a África do Sul".
Os arquitetos deste enorme monumento fizeram os cálculos exatamente precisos para que todo dia 16 de Dezembro o sol ao meio dia brilhe através de uma pequena fresta na cúpula alinhando o tumulo vários metros abaixo. Mostrando para os presentes neste dia que a vontade divina era que esta terra fosse dos africâneres e seus descendentes.


Fonte: Estados Unidos - Edson Cadette


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