04/02/2010 - 13:38
Entrevista - Quilombo dos Silva

28/01/2010 - 16:30
Entrevista - Quilombo dos Silva

26/01/2010 - 02:36
Pirataria do século XXI

23/01/2010 - 11:42
A volta da barbárie

23/01/2010 - 11:26
Tem negros na sua redação?

22/01/2010 - 04:22
Transicão delicada

18/01/2010 - 14:06
A PAZ É UM DIREITO DE TODOS

14/01/2010 - 15:48
SOLIDERIEDADE AO POVO DO HAITI

12/01/2010 - 14:13
Saúde Negra*

03/01/2010 - 23:27
AFRICA

03/01/2010 - 21:53
TODOS PELA PAZ

22/12/2009 - 09:54
NOVO VERSO DO HIP HOP BAIANO

20/12/2009 - 17:21
ÁFRICA

16/12/2009 - 18:24
Sociedade civil versus Empresários

16/12/2009 - 01:28
Primeiras impressões da I Confecom

 

MATÉRIAS

27/12/2009 - 15:20
AFRICA
Crime contra a humanidade em Guiné Conacri

 

Um painel da ONU investigando o Massacre de centenas de pessoas ocorrido em setembro de 2009, na Republica da Guine, país localizado no extremo leste do Continente Africano chegou a conclusão que tanto o governo militar como os seus adjuntos deveriam ser encaminhados a Corte Criminal Internacional.
Segundo o painel, mais de 150 pessoas morreram e ou estão desaparecidas e outras 109 mulheres foram brutalmente estupradas. O relatório de mais de 60 paginas mostra detalhadamente a brutalidade dos soldados contra os cidadãos que faziam parte de um protesto pacífico num estádio de futebol na capital Conacri.
Soldados da Guarda Presidencial invadiram o estádio e atiraram a queima roupa em varias pessoas que estavam ali numa atmosfera festiva dançando e ao mesmo tempo rezando.
Segundo o relatório, apos ficarem sem munição, os soldados começaram a atacar os civis com punhais, baionetas e ate mesmo com catapultas. A multidão dispersou-se e aqueles que pararam para ajudar foram mortos, as mulheres eram um alvo em particular. Uma das vitimas foi estuprada com um fuzil e depois morta. Uma outra vitima teve seu pescoço decepado apos tirar o véu de seu rosto.
Ainda segundo o relatório, estes ataques foram disseminados sistematicamente, o que segundo a ONU caracteriza prova suficiente para que os militares e seus subordinados sejam julgados por crime contra a humanidade.
O tenente Diakite declarou ao Painel que foi ao estádio para certificar-se que os lideres oposicionistas estivessem protegidos. Ele afirmou também que não viu nenhuma violência e que "jamais alguém pensaria em tocar ou molestar alguma mulher". Entretanto, uma testemunha disse ter ouvido o tenente dizer no estádio: "Ninguém sai daqui vivo. Eles pensam que isto aqui é uma democracia".
O protesto era contra o golpe de militar executado pelo senhor Camara, um capitão militar que tomou o poder em dezembro de 2008 após a morte do longínquo ditador Lousana Conte. A situação na Republica da Guinea piorou mais ainda quando o Capitão Camara levou um tiro na cabeça e foi levado a um hospital em Marrocos para tratamento medico. O tenente Diakite admitiu o disparo afirmando que ele estava com medo de ser acusado pelo massacre e os estupros.
Depois do massacre, autoridades locais destruíram evidencias importantes, limparam o estádio e ainda negaram ajuda médica as vitimas. Alteraram também os registros médicos e ameaçaram testemunhas que resolvessem falar.
Segundo o atual secretario da ONU, o senhor Ban Ki-moon, o governo da Republica da Guiné Conacri tem a responsabilidade de proteger as vitimas e as testemunhas. Este painel é composto pelos senhores: Mohammed Bedjaoui, ex- Ministro das Relacoes Exteriores e ex- presidente do Supremo Tribunal de Justica da Argélia, Francoise N. kayiramirwa, Ministro dos Direitos Humanos em Burundi e pela senhora Pramila Patten, advogada especialista nos Direitos da mulher em Mauritânia.
.


Fonte: Estados Unidos - Edson Cadette


Comentários
Envie o seu!

Apoio Cutural
Produção


Projeto financiado com recursos do edital Cultura Digital


Redação do Correio Nagô
redacao@correionago.com.br


TERMOS DE USO